Resumo do livro O Mestre da Vida de Augusto Cury.





          No livro O Mestre da Vida, terceiro volume da coleção Análise da Inteligência de Cristo, Augusto Cury analisa detalhada e criteriosamente todos os momentos do julgamento de Cristo. Sob a ótica da filosofia e da psicologia Cury descreve o comportamento e as atitudes incomuns de Cristo ante o seu martírio que se estende desde a sua prisão e julgamento aos açoites e a morte lenta e angustiante na cruz.
      A cada dia que passava Jesus se tornava mais famoso e conhecido não só em Jerusalém, mas em todas as cidades do Império Romano, isso despertou a inveja e a ira da cúpula judaica contra Jesus, pois afirmava que ele representava uma ameaça para o Império Romano, afinal, segundo os representantes de Deus, Jesus agitava a nação e influenciava o não pagamento de impostos ao imperador romano Tibério Cesar. Além disso, alegavam que Jesus se dizia o filho do Altíssimo e o rei dos judeus tentando o condená-lo visto que se caracterizava uma blasfêmia contra as leis de Moisés.
           No entanto, vale lembrar que os representantes da cúpula judaica estavam engessados e incapacitados de enxergarem a verdadeira personalidade de Cristo, pois se consideravam autossuficientes o que o tornavam egocêntricos, individualistas e caluniadores. Pensavam que sabiam de tudo sobre Deus, mas estavam cegos ao perseguirem e injuriarem o filho unigênito do Todo-Poderoso. Que paradoxo! Não conseguiam enxergar aquele carpinteiro simples que entalava madeira como sendo o herdeiro do reino dos céus.
        Jesus era um exímio de amor, solidariedade, humildade, compaixão e compreensão.  Exalava paz e alegria por onde passava. Foi, sem dúvida, O Mestre dos Mestres no teatro da vida e no território da emoção. Sabia como ninguém organizar e gerenciar seus pensamentos, controlar a ansiedade e arejar os solos da sua emoção.
          O Mestre do Amor navegava com paciência e tranquilidade nas águas mais agitadas da sua existência. Cultivou, adubou e semeou pacientemente o solo da emoção e da personalidade dos seus discípulos. Sabia, pois, que estava semeando o amor e que esse amor germinaria os mais sublimes valores e virtudes do ser humano. Vacinou-os contra a competição predatória, o individualismo, o egocentrismo e o egoísmo. Amava incondicionalmente a humanidade a ponto de morrer e doar a sua vida por ela. Jesus não esperava retorno imediato das pessoas que ensinava, pois sabia que as mais belas flores nascem dos mais rigorosos invernos. Amava muito e esperava pouco.
         Por que O Mestre da Sensibilidade dócil, humilde, amável e solidário perpassou por uma morte tão violenta? Por que o homem mais sublime e doce que já pisou nos solos áridos da Terra foi açoitado, esmurrado, espancado, cuspido no rosto, humilhado publicamente e pregado em uma estaca de madeira? Que pai é esse que permite o filho sofrer e pagar um preço altíssimo pelos erros dos outros? Essas são interrogações que atravessaram gerações e continuam perturbando a nossa imaginação.
         Deus arquitetou juntamente com seu filho o plano mais ambicioso da humanidade no qual cada ser humano é singular e importante para Ele. Plano esse que transcende a lógica e a inteligência humana. Um plano que rompe as paredes do túnel do tempo e os parênteses da existência humana. Nem mesmo a psicologia e a medicina no ápice dos seus delírios sonharam por em prática um plano tão fantástico como o plano que Deus elaborou para a humanidade. Esse plano era imergir o ser humano na eternidade onde não existiria dor ou sofrimento! Que plano incrível e admirável!
        Jesus disse eloquentemente que era o “pão da vida” e quem dele comesse jamais sentiria fome. Também disse que era uma fonte de água que jorrava prazer e paz eterna e quem dela bebesse jamais sentiria sede. Em outras palavras, queria dizer que devemos nos espelhar em seus ensinamentos que foram riquíssimos de sabedoria e, acima de tudo, humanidade. Qual o ser humano que em sua plena lucidez já proferiu algo parecido? Quem na história da humanidade ousou pensar e agir como ele os fez? Simplesmente ninguém, pois jamais existiu ou existirá alguém como ele! Jesus não era um psicótico e muito menos um louco, muito pelo contrário, atingiu o auge da sabedoria em um ambiente onde só havia motivos para se desesperar, em um ambiente onde o medo e a angustia imperavam. Abriu as janelas da sua inteligência mesmo nos momentos mais tensos da sua vida. Quanto mais sofria, mais encontrava forças para suportar. Quanto mais era espancado pelos soldados romanos, mais pensava antes de reagir. O seu silêncio perante o seu espancamento despertava cada vez mais a ira dos agressores e, ao mesmo tempo, os instigava a refletirem e repensarem suas atitudes.
          Nós seres humanos quando sofremos um simples empurrão apertamos o gatilho da intolerância e da agressividade magoando, muitas vezes, as pessoas que mais amamos, ou seja, agredimos física e psicologicamente por motivos fúteis as pessoas que mais nos dão carinho, amor e atenção.
         Jesus sofreu silenciosamente sem nada fazer para se defender. Tinha condições o suficiente para se livrar do seu julgamento, mas sabia que tinha que beber aquele cálice e preferiu agir plenamente como um ser humano. Sofreu para nos dar a vida eterna e redimir nossos pecados. Por que o homem mais inocente da humanidade foi tão injustiçado e humilhado? Simplesmente porque essa era a sua missão, sofrer e morrer pela humanidade e salvá-la do pecado e das injustiças e atrocidades sociais que a consumem a cada dia.
  

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