Resumo do livro O Pequeno Príncipe de Antoine Saint-Exupéry


Em um dos milhões de planetas que existem no universo vivia um pequeno e solitário príncipe. De baixa estatura, o jovem garoto tinha cabelos loiros e faces enrubescidas. O planeta em que morava era tão pequeno que para contemplar o por do sol várias vezes seguidas apenas girava a sua cadeira. As únicas companhias de que disponha para conversar e se distrair eram uma flor que se dizia ser única entre as espécies e os três minivulcões do seu planeta, dois ativos e um inativo. Eram tão pequenos que as erupções pareciam como faíscas de lareiras e serviam para preparar suas refeições. A flor brotara de uma semente trazida sabe se lá de onde pelas correntes de ar. Logo cativou o pequeno príncipe com a sua beleza e elegância. Vaidosa pediu para que ele a cuidasse contra as intempéries devastadoras do universo, como as fortes ondas de vento e as rajadas de chuvas. Todos os dias a regava com água fresca e a envolvia em uma redoma de vidro. Certa manhã resolveu viajar para outros planetas e antes disso arrumou sua flor e revolveu cuidadosamente seus vulcões, logo em seguida partiu tristonho por ter de deixar sua flor sozinha.
O primeiro planeta a chegar era habitado apenas por um rei absoluto que teimava afirmando-se soberano sobre todas as coisas. Mas a quem ordenaria se somente ele habitava o seu planeta? Com saudade do por do sol o pequeno príncipe pediu-lhe para contemplar tal fenômeno, mas o rei não tinha poderes para tanto e ordenou-lhe que aguardasse o cair do dia. Aborrecido decidiu partir em frente, mas o rei não gostou da ideia de ficar sozinho novamente e sem ninguém para governar, assim, ofereceu-lhe inúmeros cargos, como ministro da justiça e embaixador. Sem pretensões ele partiu sem nada dizer.
O segundo planeta era habitado por um vaidoso que amava ser admirado. Toda vez que era lisonjeado tirava o chapéu e essa atitude monótona aborreceu o pequeno príncipe que partiu e foi embora. No terceiro planeta encontrou um bêbado que interrogado sobre o porquê bebia afirmou que o fazia para esquecer de que tinha vergonha de beber. Ficou perplexo com a alienação do beberrão e foi-se embora. Cada vez que partia reforçava a ideia de que as pessoas grandes são realmente esquisitas. O quarto planeta era povoado por um empresário que vivia contando números, fato que deixou o pequeno príncipe intrigado. Questionado disse que contava e recontava a quantidade de estrelas que possuía deixando o jovem ainda mais inquieto, pois para ele as estrelas não têm dono, afinal pertencem a todos. Questionado ainda sobre o quê fazia com elas o empresário respondeu que as depositava em um banco como se fossem riquezas acumuláveis. Movido pela avareza e ambição o empresário não se dava conta da imbecilidade de suas atitudes. Desapontado e decepcionado com as pessoas grandes o pequeno príncipe partiu mais uma vez. 
O quinto planeta era o mais pequeno de todos e abrigava apenas um acendedor e apagador de lampiões. O garoto o considerou menos tolo do que o empresário, o rei, o bêbado e o vaidoso, pois o seu trabalho ao menos era dotado de sentido, ainda que minimamente. Já cansado de presenciar ações repetitivas desprovidas de imaginação e criatividade o jovem partiu acreditando decididamente que as pessoas grandes são muito estranhas mesmo.

Já no sexto planeta o príncipe encontrou ali um geógrafo sem muita empolgação que ficava o tempo todo sentado em sua escrivaninha aguardando descrições de exploradores sobre o relevo do seu planeta. Sem motivo de permanecer ali interrogou ao geógrafo para qual planeta deveria seguir. Ele respondeu a Terra, pois era um planeta com boa reputação. Ao chegar a Terra aterrissou no deserto do Saara na África e logo encontrou um homem que tentava consertar o seu avião que sofrera uma pane e teve que fazer um pouso de emergência. Curiosamente pediu para ele lhe desenhar um carneiro. Sem acertar o modelo de desenho desejado pelo garoto o homem decide desenhar uma caixa afirmando que o carneiro que ele queria estava ali dentro. O pequeno príncipe ficou maravilhado, afinal encontrara enfim alguém que lhe compreendia. Desenhou ainda uma corda para amarrá-lo e evitar que comesse sua flor. Depois desses acontecimentos narrou para seu mais novo amigo a sua história de vida. Dias depois o jovem saiu pelo deserto solitário e tombou ao chão sem fazer barulho e ao amanhecer do dia seguinte seu corpo não mais estava ali. Certamente retornara ao seu planeta de origem deixando apenas as estrelas como sinal de sua existência. 

Autor: Marcondes Torres.

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