Parábola do fazendeiro rico.


Em uma fazenda muito distante e rodeada de plantações de legumes e verduras morava um fazendeiro simpático e ambicioso. Ele sonhava se tornar um dos fazendeiros mais ricos do mundo. Sua riqueza aumentava na medida em que plantava a cada ano uma nova espécie de alimento. Era sem dúvidas um homem de sorte, muita sorte mesmo, afinal o solo da sua fazenda era um dos mais férteis da região onde morava. Suas plantações cresciam muito mais rápido do que as dos seus vizinhos. Além disso, o milharal que plantava anualmente crescia tanto que nenhum outro no mundo era mais alto e dava tantas sementes que tornava a colheita do nosso fazendeiro a mais farta e abundante do planeta.
Certo ano o pequeno fazendeiro plantou tanto milho que o seu velho celeiro já não dava mais conta de guardar os frutos do seu trabalho. Conservava tanto milho que as suas tábuas já estavam estourando nas emendas. Ficou pensativo por algum tempo até que teve uma ideia genial. Decidiu construir outro celeiro maior. E assim o fez. Pensava poder desfrutar de uma vida melhor, pois acreditava que com o novo celeiro poderia plantar mais e mais e assim se tornar ainda mais rico.
Entretanto, no ano seguinte o fazendeiro foi surpreendido mais uma vez. Desta vez ele além de plantar muito milho plantou também muita cenoura e o celeiro que havia construído não tinha mais espaço para guardar sequer uma espiga de milho. Sempre sorridente e esperançoso ele disse para si mesmo: “Não tem problema. Vou construir um celeiro ainda maior e melhor”.  
Então construiu um celeiro ainda maior e melhor capaz de guardar toneladas e toneladas de alimentos. No entanto, ao chegar à época da colheita infelizmente o celeiro não suportava tanto alimento que o guloso fazendeiro havia plantado. Além do milho e da cenoura plantou também bastante repolho.
Mais uma vez ele disse: “Não tem problema. Vou construir o maior e mais imponente celeiro que o mundo já viu! Então ficarei tão rico, que não vou mais precisar trabalhar”! Esperava finalmente gozar das belezas da vida e descansar feliz. Passou dias e dias construindo o gigantesco celeiro até que certo dia pode descansar alegre ao terminar seu projeto audacioso. Suspirou cansado e ao mesmo tempo feliz admirando maravilhado o celeiro enorme que construíra a duras penas.
Enfim foi dormir felicíssimo por ter realizado seu sonho. No dia seguinte iria juntar toda a colheita e não precisaria mais trabalhar. Mas, durante o sono o ambicioso, porém simpático fazendeiro morre sem ao menos poder desfrutar as regalias que a vida poderia o proporcionar. Durante a noite os animais invadem as suas plantações e comem tudo acabando em poucos minutos o que ele levou anos para conseguir. Abandonado, seu celeiro aos poucos se deteriora.  Pobre homem! Passou a vida inteira trabalhando, trabalhando tudo em prol de acumular um amontoado de coisas que ao final de tudo não lhes serviram para nada.  Jesus já disse que não devemos acumular riquezas aqui na Terra onde a traça e a ferrugem as destrói, mas devemos acumular “riquezas” no céu onde nenhum ladrão pode roubar e nada pode destruir, afinal onde estiver nosso tesouro também estará o nosso coração.
Autor: Marcondes Torres. 

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