Resumo do livro Vidas Secas de Graciliano Ramos

Fonte da imagem: youtube

Fabiano, a esposa Sinha Vitória e os dois filhos representam a autêntica família nordestina castigada pela seca impiedosa que aflige o sertanejo periodicamente. Viviam como nômades, ou melhor, eram retirantes em busca de refúgio e sobrevivência numa terra assolada por longos e dolorosos períodos de estiagem.
Foi em uma dessas retiradas sem rumo certo e levada pelo instinto de sobreviver que a família sentiu mais uma vez os efeitos perversos da seca. No percurso tiveram que sacrificar o único papagaio para não morrerem de fome. Tinham como companheira fiel e defensora a pequena cachorra Baleia que mais parecia gente do que bicho. Para ela sempre sobrava os ossos e, as vezes, a pele do bicho que caçava para alimentar os amigos.
No meio do caminho, quase sem forças e energia para escapar do sol escaldante e da fome e sede que sentiam, encontraram uma fazenda abandonada, na qual se arrancharam. Logo Fabiano encontrou um rio e água para saciar a sede mortal que os ceifaria caso se prolongasse.
Baleia caçou um preá para a alegria de todos. Como de costume comeu apenas os ossos do bicho.  Desde então passaram a viver de favor na fazenda que por mais que estivesse abandonada tinha um dono. Fabiano com a ajuda dos filhos cuidava dos animais, dentre cabras, vacas, galinhas...
Fabiano meteu-se em uma confusão com um soldado de polícia ao comprar mantimentos na vila próxima. Foi convidado pelo soldado para jogar e beber e ao sair sem se despedir foi procurado pelo mesmo soldado que o insultou com uma pisada forte em seu pé. Perdendo a paciência  o descompôs xingando sua mãe. Foi preso e surrado com facão. Passou a noite na cadeia sem muita justificativa ou motivo maior, afinal foi primeiramente insultado pela autoridade que deveria transparecer respeito pela população.
As crianças eram travessas e curiosas. Matutas se admiravam com quase tudo e se espantavam com o desconhecido. Quase sempre interrogavam o pai ou a mãe sobre alguma coisa ou novidade para eles e eram geralmente repreendidos ou enxotados com palavrões e cocorotes.
No fim do ano foram para a cidade festejar as festas de Natal que eram comemoradas com novenas, missas, leilões e tinham bancas com bugigangas, parques de diversão para as crianças. Todos foram bem vestidos com roupas novas e elegantes. Assistiram a missa e foram passear com as crianças que estavam maravilhadas com tudo o que viam. Fabiano exagerou na bebida e quase arrumou confusão com os passantes lembrando-se com revolta da injustiça que cometeram contra ele no dia em que fora a cidade comprar mantimentos.
O período de estiagem estava iniciando e Fabiano e a família preparavam-se para mais uma retirada rumo a uma terra nova cheia de esperança em que o inverno a torna-se fértil e produtiva. Fora vender os produtos do seu trabalho e as criações ao seu patrão. Como de costume fora mais uma vez enganado e roubado. Ficou com um valor muito aquém do que o que realmente merecia. Mais uma vez estava sendo injustiçado. Restou-lhe apenas a resignação diante desta situação tão constrangedora encenada por pessoas tão poderosas que poderiam lhe prejudicar mais ainda.

Partiu da fazenda de madrugada com a família em busca de dias melhores para viver, com a esperança de que num futuro adiante seriam mais felizes e poderiam dar uma vida digna aos filhos que estudariam e seriam alguém de valor na vida. 

Autor: Marcondes Torres.

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